segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Poema - Pulando Estrelas


Olá meninas, eu adoro interegir com vocês e já disponibilizei o blog para colocar contos, poemas e livros.
Recebi por e-mail esse poema e vou compartilhar com vocês.



pulando estrelas




de que me valem as palavras?

o que importa se frases organizo

textos arquiteto

se para histórias crio desfeches

reinvento um novo fim?

o que escrevo tudo diz

se eu quiser

passo até um verniz

em tudo o que não condiz

camuflo o que faço

enfeito o que não faço

na pele da bela atriz

finjo até que sou feliz!



num dia triste de chuva

na chuva me banhei

minha alma entristecida eu lavei

naquele instante

às asas da imaginação eu me entreguei

imaginei ser um rei

e foi aí que de cabeça mergulhei

na paixão insandecida

pela linda menina sofrida

aí então

no verso-reverso da vida

em singelas palavras

palavras sem medida

palavras bonitas

minha vida à ela enderecei



“sou folha seca que parte ao vento

brisa que o teu quarto invade

para longe carregando todo o teu lamento

sou o canto harmonioso dos pássaros

beija-flor triunfante a levar embora tua saudade

dela deixando sequer despercebidos rastros

sou o mais doce fruto da macieira

pica-pau que cheio de encanto a mata invade

pinicando o teu nome em tudo enquanto é madeira

sou o raio de luz do lindo amanhecer

brilho do teu olhar de felicidade

que a tua beleza faz resplandecer

sou pleno amor regado a paixão

bobo a desejar com ansiedade

ser o único a perturbar teu coração!”



que pensamentos, os meus!

em mim tudo nasce e desabrocha

encerra-se sem consumar-se

sou tão veemente no que digo

que no que invento acredito

na aurora do dia resplandeço

na riqueza do meu reino vivo a sonhar

sigo a bailar

a dormir e acordar

alegro-me a cantarolar

fantasiando um dia estar

na mira daquele lindo olhar

mas de mim ela nem sabe...

enquanto isso

minha vida para ela se abre

com a leveza de tudo o que em mim cabe

até prefiro que ela não saiba

assim

emaranhada nos novelos da minha própria ilusão

desconhecida pelo teu coração

contorno as noites a vagar

pulando estrelas

para me perder e depois te encontrar!



 
janaína cerqueira lima

 

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